Pitanga.




Eu sentia aquele início de primavera que lentamente se pronunciava. Era você.

E eu te lembro. Te sinto alto.

Eu precisa era enxergar o que estava além da linha tênue entre o tempo e você. Entre esse sentir desmedido que eu trazia dentro e esse serenar que você me dedicava nas canções. E nos nosso silêncios. No toque das mãos. No abraço que não cobra, não desconfia; apenas silencia e agradece.

Saudade e espera. Descanso e sorriso.  

Se fosse pra falar de tempo, eu saberia bem pouco como o tempo me trouxe você. Como é que ele conseguiu, sem que eu nem ao menos percebesse, fazer com que o nosso querer encontrasse a mesma nota. A mesma sintonia. O mesmo ritmo de cirandar. De ser. Laço-pitanga.

O aconchego do teu ombro, o entrelaçar das tuas mãos. Detalhes que ficaram. Que são.

O que havia adormecido de outras histórias, com você floresceu. Coloriu. Dançou em territórios que para mim já eram desconhecidos. Me perdi nas tuas esquinas, nos teus suspiros. Nas tuas risadas. Repousei. 

E então eu te peço, moço: aceita o meu pedido de continuar sendo Poesia ao teu lado. Deixa eu continuar sendo contigo.


Bibiana Benites

Sentido.


Eu não quero fazer sentido, eu quero é ser feliz.

Eu não cheguei até aqui para provar isso ou aquilo a quem quer que seja. Eu vim para deixar uma marca. Forte. Deixar um sentimento. Bonito. Uma história. Doce. Eu sou a bruta-flor de Caetano. O avesso. Contrários de mim.

Eu gosto da intensidade das coisas, das pessoas, dos sentidos. Eu me encanto com pessoas que ainda se encantam com a vida. Que cantam com ela. Aprendi a dançar e a sorrir da mesma forma que aprendi a lutar por aquilo que quero. Por aquilo que é meu por merecimento. Seja por sorte, ou por destino. Tanto faz a ordem dos fatores. É. E ponto final.

O meu tempo é agora. As minhas vontades e os meus desejos não cabem dentro de mim, do que escrevo, da pessoa que o tempo me fez. Desassossego. Tudo em mim ultrapassa as fronteiras do entendimento, daquilo que é raso. Do café-com-açúcar. Do meio termo. São melodias, rimas, prosas e versos que tanto me fazem. Trans(bordar).

Estou do avesso, vivendo uma completa fase de inquietude poética. Eu busco incessantemente respostas. Eu quero as coisas para ontem, eu quero as pessoas mais inteiras. Eu as quero entregues.

E todo mundo se olha e fica com medo, receio. Aliás, ninguém se olha mais. Ninguém se sente mais. Tudo é tão intolerável hoje em dia. Pouca gente ama, e ninguém se emociona mais com as pequenezas.

Faz assim: deixa a lucidez de lado. Não hesite. Não defina. Mova. As linhas do tempo não perdoam.

Bibiana Benites

Afeto.


A gente sente quando é afeto. E desde a primeira vez foi. 

Ele chegou sendo: presença, lugar. Sentido. Aos poucos eu fui me tornando inteira ao lado dele. Eu fui me encontrando nele. E ele tomando forma em mim. Sendo em mim.

O destino quis que nossos caminhos se cruzassem. E nós assim o fizemos.

O fato é que com ele eu me compreendo, sem julgamentos. Eu enxergo as coisas de um ângulo jamais visto antes. Sentido antes. E eu sinto tanto. Eu sou tanto com ele. Talvez porque somos feitos da mesma atmosfera, das mesmas saudades. Da mesma vontade. Talvez tanta coisa. Talvez nada. Talvez uma história bordada de sinceridade. De dança.

Fomos um dia. E isso ninguém tira de nós. 

Mas decidimos não mais nos vermos. Decidimos que seria melhor seguirmos outros caminhos, ligados apenas por uma lembrança. 

E embora muita coisa mude (e é normal que isso aconteça), o meu sentimento por ele e o dele por mim, continuarão aqui. Ali. Dentro. Sendo colo. Sendo Poesia. Afeto. Amor-pitanga. Passe o tempo que for, a estação que for, os sorrisos que forem, o que significamos um para o outro será o sentimento do início. O mesmo que nos fez andar de mãos. E coração juntos. 

E assim estamos. Seguindo em frente.  Eu e o moço. Separados pelo espaço, mas jamais pelo tempo. Ou pelo destino, nosso velho conhecido.


Bibiana Benites

Agradecimento.


Não importa onde você esteja, importa onde você quer chegar.

A vida sempre vai te mostrar vários caminhos, mas você terá que optar por um. Bom ou ruim, eu não sei. Você só saberá indo. Sendo junto com ele.

Ainda menina, eu aprendi que a vida é uma "caixinha de surpresas". Meus pais sempre me ensinaram que, por mais que a gente queira, não se pode ter tudo. Que por mais que doa, é preciso escolher. É preciso abdicar de algo que você gosta muito, por algo que passou a se gostar mais. Naquele momento. 

Eu, por exemplo, já tive que fazer escolhas importantes. Já tive que trilhar caminhos de olhos vendados. Sem certezas do que me esperava do outro lado. De quem me esperava. Muitas vezes eu tive que caminhar sozinha. Eu tive que encontrar saídas. Respostas. Eu tive que me encontrar. Sozinha.

E eu me achei. E me perdi com o tempo.

Mas eu não desisti de mim, e me procurei novamente. E de tanto procurar acabei me encontrando. E não me perdi mais. Eu não me perdi mais de vista. E neste momento que eu olhei fundo pra dentro de mim, e escolhi um caminho. E segui.

E hoje eu vim aqui para agradecer.

Mesmo que algumas vezes eu tenha perdido, em contraponto, eu ganhei muito. Eu adquiri valores, eu me conheci mais. Eu aprendi a me ouvir mais. Eu conheci amigos verdadeiros, sentimentos novos. E formas de sorrir também. Eu virei uma pessoa nova. Todos os dias, eu passei a conhecer um pouco do que eu trazia dentro.

Tudo o que sou hoje, justifica a mulher que fui ontem. E isso me orgulha muito. É isso. É simples. Muito obrigada tempo.


Bibiana Benites

Acaso.



E foi por uma distração que você apareceu. Chegou, simplesmente.

Eu encontrei quem já me esperava sem nem me conhecer. Bem sei que parece confuso, desconexo, mas foi assim. Simples e ao mesmo tempo tão diferente dos outros. Ele foi.

De uma forma natural e sem pretensão alguma, ele se aproximou de mim. E eu dele.

Discretamente, eu estava sendo notada. Ele observava meu modo de falar, minhas risadas altas, minhas manias, já ali, tão expostas. E isso nos aproximou. E também despertou o meu interesse por ele. Pela história dele. Pelo som que a risada dele teria. Pela forma que ele enxergava a vida. E houve a troca. Timidamente ela estava acontecendo. Nascendo diante dos nossos olhos. Houve, da mesma forma, uma energia doce que nos brindava naquela noite linda, de lua crescente.

E aos poucos eu fui me encantando. Eu fui me sentindo atraída por aquele moço tão bem resolvido, tão intenso, tão utópico. Tão. Ele foi me cantando, me trazendo pra perto. É como se apenas nós estivéssemos naquele bar. E de improviso inventamos uma redoma bonita. Nasceu uma curiosidade bonita, um na vida do outro. Uma sensação de já nos conhecermos, de já estarmos juntos antes. Em outras vidas. Em outras noites talvez. Em outros sorrisos talvez. Houve duas pessoas que queriam imensamente estarem perto. Estarem juntas. Estarem.

E depois de tanto conversar, e o tempo passar sem que a gente nem sequer percebesse, tínhamos ainda muito mais para oferecer um ao outro. Mais assunto. Mais vontade. E mais. E lentamente eu fui me envolvendo com o sorriso dele. Com o jeito que ele me olhava. Com a atenção que ele me dedicava. E tudo aquilo me deixou ainda mais entregue. E foi bonito porque veio de dentro.

Não houve uma aproximação de corpos, mas de almas. De desejos. De afetos. De escolhas. Nós escolhemos a companhia um do outro. E mesmo que aquela noite nunca mais tenha se repetido, eu fiquei ainda com o cheiro dele na minha blusa. Naquele último abraço de despedida. Naquele momento,  encerramos uma nova história em nossas vidas. Nós não éramos mais os mesmos. Eu estava tocada por aquele homem. Eu não era a mesma de quando nos vimos pela primeira vez. Quando nem ao menos palavra alguma tinha sido pronunciada. Fomos.  

Bibiana Benites

Construção.



Eu apenas deixei que você fosse embora. 

Não quero que interprete isso como um sinal de fraqueza ou qualquer coisa do gênero. 

Deixar você ir sem relutar, sem pedir que fique, sem pedir que nos dê mais uma chance, foi a atitude que me coube naquele momento. É provável que esse tenha sido o meu primeiro sinal de maturidade. E por isso aceitei a sua decisão em me deixar. Em nos deixar. Eu apenas aceitei. E fui, sem olhar pra trás. 

Eu caminhei por aquelas ruas escuras e vazias durante uma eternidade até chegar no portão de casa. Até me dar conta de que eu também estava me deixando um pouco a cada passo, a cada curva. Eu estava  deixando uma história para construir outra. Eu estava construindo uma nova pessoa em mim. Eu estava sentindo. Eu estava sentida. Sozinha. E eu precisava daquilo. Eu precisava de mim de novo.


 Bibiana Benites

Valores.


Que tempo nenhum me faça descrer.

Quando criança meus pais me ensinaram muitas coisas. Como muitos pais presentes e atenciosos, os meus eram extremamente preocupados com a minha educação. Com os valores que eles conseguiram me passar, e sobre os quais eu iria escolher trazer para a vida adulta. E eu trouxe. Para a alegria deles. E de todos que, de alguma forma, tiveram uma parcela no meu aprendizado. 

Em casa, nós sempre tínhamos o diálogo como aliado. Era pela comunicação que chegávamos ao entendimento, ao resultado. 

Quando crianças, somos protegidos de todas as maldades do mundo. Ao menos daquelas que estão diante dos olhos dos que nos amam. Cresci ouvindo meu pai dizendo: - Quem ama minha filha, adoça a minha boca. E essa frase linda e doce, cresceu junto comigo. 

E não foi por acaso que hoje eu decidi escrever sobre isso. Hoje, eu quis propagar valores. Meus. Seus. E também falar sobre valores que a gente quase não vê mais por aí. Que a gente não vê. E então eu me pergunto: que mundo eu quero para os meus filhos? O que eu quero deixar pra eles? 

Por certo, eu escolheria o mesmo que meus pais deixaram pra mim. Dentro de mim. O que não significa necessariamente o mundo que eu vivo. Não que eu viva num mundo diferente do seu, mas vamos lá, nossos educadores não foram os mesmos. Cada um trouxe para a sua vida, o que de mais importante e valioso supriu do que aprendeu com aqueles que fomos guiados. Por mãos, abraços, palavras. 

Eu quis falar de valores porque os priorizo. Porque eu sinto que precisamos resgatá-los. Que urgentemente precisamos acordá-los dentro da gente. E quando eu falo da gente, é de mim também. Eu falo muito de mim quando escrevo. E quando eu consigo alcançar quem me lê, e quem me sente, essa pessoa acaba me tocando também. E a gente acaba se encontrando numa mesma letra. Em uma mesma nota.  

Então, talvez essa seja a mensagem que eu queira deixar: o valor do outro na minha vida. E os meus valores na vida dos outros.

Expor um pouco do que eu tive quando criança e fazer esse caminhar até aqui, me aliviou. Me deixou mais leve, mais dona de mim mesma. 

Eu ainda acredito. Eu ainda valorizo. Eu ainda amo. Meus valores permanecem intactos comigo. E que você nunca perca os seus. Por menores que sejam, são seus. E isso importa. 

Que esse tecer me sirva de lição. Me sirva de incentivo para me aproximar, ainda mais, do meu passado. E dos valores que eu trouxe na bagagem. Pra vida.


Bibiana Benites

Depois dele.



Com o tempo eu aprendi a falar dele com maturidade. Eu aprendi a enxergar aquela relação de uma nova forma. Com um novo olhar. 

Estamos empatados. Eu não sei mais nada dele. E ele, bem, ele também não sabe mais nada de mim. Fizemos como devia ser. Como os casais fazem quando terminam um relacionamento. Seguimos as nossas vidas. Os nossos sonhos. A felicidade que cada um escolheu para si.

Eu fico feliz em ter encontrado o meu caminho.

Depois dele eu aprendi a entender o meu andar. A entrar no ritmo dos meus passos. E a me encontrar como pessoa. 

Depois dele eu aprendi o significado de tanta coisa. A importância de tanta gente na minha vida. Eu passei a me sentir mais em algumas canções. A me encaixar tão bem nelas.

Eu não lembro muito bem quem eu era antes, mas depois dele, ah! Depois dele eu sei que me tornei uma pessoa melhor. Aprendi a ouvir mais, e a me ouvir também. Aprendi a entender mais algumas coisas que antes eu não compreendia com tanta facilidade. Passei a me sentir, mais ainda. Eu fui/sou tanto depois dele. Depois de nós.

Escrever sobre isso talvez seja uma forma que eu encontrei de me libertar dele. Da falta que um dia eu senti. Um dia. Expor isso hoje, é tão natural pra mim. É como falar de um amigo que nunca mais vi. Apenas isso. Simples e direta. 

E foi assim que eu escolhi lembrar dele. Lembrar daquele amor que um dia eu vivi, e que foi todo meu. O amor e ele. Fomos. Juntos. 

Pode parecer saudade, pode parecer tristeza, mas não. Esse texto pode ter sigo gerado de um sentimento ou de muitos, não importa. Me importa é que ele veio, e cá estou eu a escrever. A me debruçar entre essas linhas. Pra falar dele. Pra lembrar dele. E mim. Depois dele. Aliás, primeiro eu, depois ele. 

Bibiana Benites

Sintonia.


Tem gente que traz magia no olhar. Parece refrão de música, mas eu já tive a sorte de encontrar esse "tipo em extinção" por aí. E que alegria ter essa sorte. 

Sou uma observadora nata. Eu gosto de admirar o outro. De ver seus trejeitos, suas risadas, seu modo de falar, de abraçar. De ser. Como me encanta quando tenho a chance de ver o outro sendo. Eu sou tanto quando ele é. Somos então. Dois em um.

Eu tenho um carinho especial por essa leva de gente que faz com que a gente se enxergue um pouco também.

Eu já me vi, diversas vezes, em rostos que cruzaram a mesma calçada que a minha. A mesma festa que a minha. A mesma felicidade que me tomava naquele determinado momento. Eu me enxerguei naquelas pessoas. Eu me identifiquei com elas. Com o silêncio, com a palavra, com a essência delas.

Cada um chama isso do modo que preferir, mas eu chamo de sintonia. De sensação boa. De sentimento bom. Encontro bom.

Quando existe uma troca entre as pessoas, a bonita reciprocidade que eu tanto falo nas coisas que escrevo e que, de certo modo, eu tento trazer para a minha vida (e levar um pouco disso para as pessoas que acompanham meus escritos), é o que faz com que a gente continue. Eu pelo menos sempre continuo. Porque o que faz bem dentro, se quer perto.

Que essas pessoas continuem caminhando ao meu lado. De mãos. De abraços. De levezas. Que a gente continue sendo tanto uns para os outros. Que continuemos nos vendo no outro, nos identificando com ele.  E com a incompreensão que muitas vezes ele nos causa, também. Somos também um pouco disso. Ou muito. Quiçá.


Bibiana Benites

Sensível demais.


O que eu vou deixar de presente neste fim de feriado, longo e lindo que eu passei, vai ser essa interpretação dela: Maria Bethânia. Dispensa apresentações.

Um ótimo início de semana à todos!

Cuidado: frágil.


O que mais me encanta no ser humano é quando ele consegue enxergar suas próprias fraquezas. 

Diariamente somos testados por nossos medos, nossas fragilidades, nossas incertezas. Vivemos rodeados de gente que se busca, que se perde, que não se entende. Mas sente. De alguma forma as pessoas aprenderam a sentir. Algumas numa intensidade tamanha; outras a sua maneira. Rasa. Mas sentem. E isso já é lindo.  

Hoje, eu consigo enxergar a vida de uma forma diferente da que eu tinha ontem. E que felicidade reconhecer isso. Que alegria saber que eu posso mudar do dia para a noite. Ou o reverso disso. A ordem dos fatores é só um detalhe. O que vale mesmo é ouvir-se no meio deste turbilhão que trazemos dentro. 

Temos uma fome insaciável de felicidade. Queremos tudo ao mesmo tempo.  Queremos amar e ser amados. Queremos sorrir e ficamos felizes quando somos retribuídos. Nós queremos, buscamos, corremos. E o que somos nisso tudo? 

Penso que somos as sementes do que lemos, das experiências que tivemos, do que a gente aprendeu na escola da vida. E como aprendemos. Todos os dias. Somos referências para alguns e temos outros como a nossa. Queremos ser eles, quando crescermos.  

O tempo passou e cá estamos nós. Sós. Querendo carinho, querendo um afago, um abraço sincero. Um abraço de urso. Somos humanos. Podemos ser sorrisos e lágrimas em uma mesma nota. Somos equilibristas no trapézio da vida. Somos. Tanto. Tantos.

E sem querer agimos por impulso. Falhamos. Decepcionamos. E nos decepcionam também. E a gente tem que aprender a lidar, a driblar, a viver. A fraqueza que eu comentei logo no início, é daquela parte da gente que pouco fala, que pouco é ouvida. Daquela parte que, na nossa pressa, deixamos de lado. Deixamos para depois. Para um dia desses, quem sabe. Se der tempo. 

Por isso, é que todos os dias eu tento me entender. E me perdoar. E me amar, mesmo com as fraquezas que tenho. Eu me aceitei assim. Imperfeita. Impura. Frágil. Humana. Na essência do sentimento. E da palavra que ela quer dizer.


Bibiana Benites

Miniaturas.

São as miniaturas da vida que fazem a diferença. Lindo!

Por Rita Pires

http://vimeo.com/17311424



Retorno de mim.


O bom filho a casa retorna. 

Depois de alguns meses ausente, hoje, por uma escolha minha (e saudade também), eu resolvi voltar. E é sempre bom. Por vários motivos. Ou por nenhum. Apenas por ser o "Enttreaspas". Meu lugar. Meu refúgio. Nosso.

Foi neste espaço que tudo começou. Foi a partir daqui, que alcei os meus primeiros vôos no "mundo internáutico". No mundo das palavras. No meu mundo. E no seu.

O blog permitiu que eu me aprofundasse (mais) naquilo que eu sempre gostei: escrever. O passar do tempo aqui, me permitiu aprimorar o meu estilo de escrita. Aqui, eu descobri a minha identidade, o meu modo. E eu encontrei. E me encontrei no meio deste processo.

Resolvi então expandir o que eu sentia. Resolvi fazer outros espaços para me comunicar com as pessoas. Eu queria encontrar gente que sentia igual a mim. Que se doía igual. Sorria. Chorava. Sentia. Além daqui, estes (outros) meios, fizeram com que eu conseguisse alcançar estas pessoas. Chegar perto. Conhecer. Me sintonizar com estas almas bonitas. Com a leveza delas. Com a doçura que traziam dentro. 

E hoje, eu fiz um retorno em mim para avisar que voltarei mais. Que estarei mais aqui também. Farei mais afagos aos meus leitores. Encurtar caminhos, aproximar afetos, lembram? Então. Essa é a nossa linguagem. 

Aproveito essa oportunidade ímpar, para agradecer. Obrigada aos que passaram por aqui. Obrigada aos que ficaram. Aos que se identificam comigo, com o que escrevo, com as palavras que transbordam antes de. Aqui. Nós.

Para quem não conhece, fica o convite de onde sempre estou:





Um beijo e uma sucessão de sorrisos meus.

Bibiana Benites

E por nem mais um segundo, eu quero lembrar do seu sorriso. E do jeito que você tinha de me fazer feliz.

Bibiana Benites

Gosto de gente que gosta de gente. Tão evidente e ao mesmo tempo difícil de encontrar por aí.

Bibiana Benites


Muita gente vai embora com uma vontade danada de ficar. Eu, por exemplo, fui com o meu coração doendo. Apertado. Sentido. Mas eu senti, dentro de mim, que era aquilo que eu precisava fazer naquele momento, e assumo: fui contra o meu coração. Fui contra mim mesma. Mas eu fui a favor de "uma coisa" tão forte que eu trazia dentro. E foi isso que me fez a pessoa que eu sou hoje. E ao olhar pra trás eu percebo a importância daquele dia na construção da mulher que escolhi ser. Da Poesia que aquela história me permitiu trazer na bagagem. 

Bibiana Benites

A vida só dá rasteira, em quem sabe pular corda lindamente.


[Bibiana Benites]


Pois é.


Eu disse que sempre seria aquela menina que acredita. Que sonha. Que ama. E mesmo de depois de tanto tempo, eu volto e digo, com toda aquela verdade de outrora: - Eu não perdi o poder se sonhar. Eu ainda acredito muito. Mesmo quando o mundo às vezes me prova o contrário, me traz o contrário. E eu amo. Não só a metade do amor, mas a sua inteireza. As direções que ele me leva. A velocidade com que ele me alcança. Mesmo com algumas decepções que ele (vez em quando) me causa. E não adianta querer me levar por um caminho contrário. Eu sempre vou amar. E vou sempre acreditar que o sonho do amor é possível. Que ele é. E que eu posso ser tanto dentro dele. Com ele. E mesmo que amanhã seja outro dia, eu continuo a mesma. É isso. O amor inteira. Causa. Por isso ele é.


 Bibiana Benites